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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

The Summer Garden

 

Autor: Paullina Simons

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão

 

Sinopse:

Through years of war and devastation, Tatiana and Alexander suffered the worst the twentieth century had to offer. Miraculously reunited in America, they now have a beautiful son, Anthony, the gift of a love strong enough to survive the most terrible upheavals. Though they are still young, the ordeals they endured have changed them--and after living apart in a world laid waste, they must now find a way to live together in postwar America.
With the Cold War rising, dark forces at work in their adopted country threaten their lives, their family, and their hard-won peace. To regain the happiness they once knew, to wash away the lingering pain of the past, two lovers grown distant must somehow forge a new life . . .or watch the ghosts of their yesterdays destroy their firstborn son.

 

Opinião:

Não me lembro, sinceramente, de ter chorado tanto com um epilogo (e depois de o ler) sem ser no Clockwork Princess, onde também já me escorria ranho nariz abaixo e os meus olhos estavam inchados e vermelhos - ena, esta imagem agora foi linda, you're welcome.

 




Acho que estou um pouco apática ainda. Este último livro tem um inicio um bocado lento, e como tenho lido a trilogia seguida, tornou-se muito cansativo em algumas partes, porque esta história, como já disse em revisões anteriores, exige muito de uma pessoa emocionalmente. Se fosse agora, tinha lido a trilogia em intervalos de 4 ou 5 livros entre eles (devia ser isso e couves, obsessiva como sou... bem, fica o conselho).

É claro que para mim, o primeiro livro da trilogia será sempre o melhor (daí ter as 5 estrelinhas), mas o seguimento da história... Nem sei... Este último foi qualquer coisa. Teve coisas boas, coisas más, coisas terríveis...

No início é uma mistura de emoções, passa-se qualquer coisa estranha com o Alexander, mas há momentos fofinhos entre ele e o filho (que para mim, foram salvando a história no início) e vamos acabando por ir na melodia. Eu não me estou a conseguir explicar, e acho que nem vou conseguir, porque tem de se ler para crer nesta história. Mas pronto. A (que eu considero) primeira parte da história demora muitas páginas e é o que torna a leitura um bocadinho mais lenta, sempre com a mesma tensão entre o Alexander e a Tatiana, sempre com uma espécie de resolução que depois não resolve nada... Não se chega a tornar monótono, mas que é frustrante é, ainda que se perceba que por trás há muito Stress Pós-Traumático, não chega para encarar as situações de ânimo leve. Não chega de tal forma que quando, como podem ver pelas minhas actualizações do Goodreads, se dá algo terrível (vejam o 62%), eu repensei muito na minha vida com o Alexander:

 

Nova Imagem de Mapa de Bits.bmp

 Não quero spoilar ninguém, mas foi algo muito mau que se passou e em que eu cheguei a pensar onde raio é que a Paullina tinha a cabeça para escrever uma coisa daquelas à cerca do meu baby. É uma situação complicada, que define muito uma pessoa enquanto leitora pela habilidade (ou não) de ver para além do momento (que eu não vi, só me apetecia atirar-lhe coisas à cabeça) e perceber o quanto as coisas já estavam a desmoronar (que mais tarde vi, ainda que não concorde, porque sou uma pessoa que acredita que as mulheres também devem trabalhar, embora a Tatiana também já estivesse a abusar da sorte - depois quando lerem percebem). Aqueles 10% do livro foram bastante intensos e marcaram-me muito, pela sua crueldade e nudez (não no sentido de tirar a roupa, no sentido cru das cenas). E é a partir daí que eu considero que se dá a segunda parte do livro, porque foi a partir daí que eu me voltei a agarrar com unhas e dentes à história.

E depois de um plot twist que me cicatrizou para a vida, veio outro que me abananou por completo, que eu achei tão errado (que é) mas que depois se me entranhou e... É esquisito. MUITO ESQUISITO. Nesta altura já se passaram muitos anos, o Anthony já tinha 20 anos e depois também lhe aconteceram coisas terríveis que me mudaram muito. Literalmente. Os momentos horriveis que o Anthony passou já enquanto adulto definiram muito as minhas emoções como leitora e fangirl. Em momentos que eu normalmente desataria a chorar, ficava arrepiava o resto do capítulo, algo que nunca me tinha acontecido. Eu "li" o Anthony nascer, crescer, ser criança com toda a sua fofura inocente, ser adolescente com toda a sua natureza rebelde, tornar-se no homem que se tornou e foi verdadeiramente a maior surpresa de todas descobrir o quão emocionalmente conectada a ele fiquei, tanto ou mais que que ao pai dele.


Bem, e depois vem o epílogo que... Testou bem os meus ductos lacrimais e os meus seios nasais. É só o que vou dizer. Passam-se muito anos dentro deste último livro, o que por um lado pensei que me fosse fazer alguma impressão, normalmente não sou muito fã desse género de fim, mas provou-se o ideal, foi uma conclusão de uma história brilhante que me acalentou os dias durante 3 meses (já estou a chorar só de escrever isto), vivi imensas emoções com esta história, aprendi imenso com esta história, ri, chorei, liguei-me a personagens que  nem sabia que me tinham importado tanto para mim (como o Marazov e a Vicky)... Foi uma história de amor, de guerra, de ganhos, de perdas, de paixão e emoção espectacular!

PS - esta é a música favorita do Alexander, segundo o livro, e que eu descobri que já conhecia há muito tempo e me enchia de arrepios de cada vez que a ouvia, e finalmente agora sei o nome!