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uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Na Sombra do Amor (Lover Enshrined)

 

Autora: J. R. Ward

Edição Portuguesa: Casa das Letras

 

Sinopse

Em Caldwell, Nova Iorque, a guerra entre vampiros e os seus assassinos torna-se mais sangrenta e perigosa. A única esperança é um grupo secreto de irmãos – vampiros guerreiros, acérrimos defensores da sua raça. E Phury é o mais fiel à Irmandade da Adaga Negra. Casto e leal, Phury sacrifica-se pela raça, assumindo a responsabilidade de dar origem a toda uma nova geração de vampiros guerreiros que continuará a proteger a raça e a manter vivos os costumes.
No entanto, Phury terá de enfrentar a voz interior que o atormenta e combater o vício que o afasta da batalha cada vez mais sangrenta entre vampiros e os seus inimigos. Mas a sua única salvação é um amor proibido que pode condenar toda a raça. O desejo que Cormia sente por Phury vai muito para além da obrigação e do futuro da raça. Dividida entre a responsabilidade e o amor pelo macho que tem de partilhar com as fêmeas escolhidas, Cormia esforça-se por se conhecer a si própria e salvar o seu amado.

 

Opinião

Eu gostava verdadeiramente de ter uma opinião diferente sobre este livro. Gostava mesmo. Mas pronto, posso dizer que este foi o livro mais nanhoso da saga até agora. Talvez porque o Phury é o meu Irmão menos favorito. Ou porque depois de tantas palavras lidas, já começa a cansar. Não sei. Já tinha ouvido dizer que sim, que era o pior livro da safa. Já tinha ouvido dizer que não, quer era fantástico como os outros. E eu fiquei meio, ok nem foi muito bom, nem muito mau.

Para iniciar, há uma nova maneira de estruturação da história: não é limitada a um foco central (Phury & Cormia). O que foi bom, porque por muito que eu goste de lamechice, desta vez não tive paciência.

À primeira vista parece promissor, uma Escolhida e um Irmão, e toda uma panóplia de regras e rituais que vão ser quebrados porque eles se amam... Enfim, o interesse fica mesmo por aí.

O Phury sempre foi uma personagem meio complicada para mim de entender: era o bomzinho dos gémeos, foi quem salvou o Zsadist da outra doida que o mantinha como escravo de sangue, ainda sacrificou a perna por ele, tentava ajudar o irmão no que podia e ainda tinha de suportar vê-lo auto-destruir-se... Mas depois também fumava que se fartava (e não estou a falar de tabaco nem ganzas) e tinha a ideia ridícula que gostava da mulher do irmão. A minha ideia do Phury não era muito bem estruturada, mas quando ele se voluntariou para assumir o lugar do Vishous como 'rei do harem versão vampire', apesar de ficar com pena dele, gostei do facto de ele se ter chegado à frente. E até pensei que este livro fosse alguma coisa de bom, porque finalmente o bom-samaritano ia ser recompensado.

Mas não. Mesmo depois de ter ajudado a Cormia e tendo-a levado para casa para ela se sentir mais confortável, também andava ali num vai-não vai, consuma-se a cerimónia e não se consuma... E continuava a teimar em pensar na Bella, e desenhar a Bella, e fantasiar com a Bella, e a meter-se num buraco ainda maior que os cigarros vermelhos. Confesso que cheguei a uma parte do livro em que se não fosse pelas histórias paralelas, tinha deixado de ler.