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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Obsidian

 

Autor: Jennifer L. Armentrout

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão


Sinopse

Starting over sucks. When we moved to West Virginia right before my senior year, I'd pretty much resigned myself to thick accents, dodgy internet access, and a whole lot of boring.... until I spotted my hot neighbor, with his looming height and eerie green eyes. Things were looking up. And then he opened his mouth. Daemon is infuriating. Arrogant. Stab-worthy. We do not get along. At all. But when a stranger attacks me and Daemon literally freezes time with a wave of his hand, well, something...unexpected happens. The hot alien living next door marks me. You heard me. Alien. Turns out Daemon and his sister have a galaxy of enemies wanting to steal their abilities, and Daemon's touch has me lit up like the Vegas Strip. The only way I'm getting out of this alive is by sticking close to Daemon until my alien mojo fades. If I don't kill him first, that is.

 

Opinião

Tanta histeria à volta desta série, que me fez andar em biquinhos dos pés até poder ler. E não é que esteja desiludida, mas depois de tantas revisões que davam sempre mais de 4 estrelas, pensei que fosse algo do outro mundo (curtiram o trocadilho?). Acho que nunca tinha lido nada de aliens. Filmes e séries já tinha visto (Roswell! ah e o I Am Number Four também foi fixe), mas livros não. E pronto, como via tanta gente a saltitar que esta série era fantástica lá fui eu.

 




Ao contrário do que também vi escrito, não achei a história nada parecida ao Crepúsculo. Aliás, até me ri quando a preocupação da Katy era o Daemon cintilar ou ser vampiro. É claro que existem, semelhanças, não vou negar, mas não acho que sejam especificas dos dois livros. Em todos os do género, sendo um romance paranormal, ela ou ela irá descobrir que o outro não é humano numa situação de perigo. A leitura é bastante rápida, as cenas fluem umas atrás das outras com grande simplicidade e é muito rápido acabarmos o livro enquanto o diabo esfrega um olho. Qualquer bookworm se vai identificar com a Katy e os seus livros. No entanto, gostava de ver este lado mais explorado, porque fala-se aqui e além, mas não é nada que possamos testemunhar que faça parte da vida dela até pelo menos a um terço do final, onde ela mostra o seu vídeo ao Daemon.

 

Encontrei várias vezes algumas incoerências (como quando a Katy disse à Dee que concordava em esperar para irem as duas à biblioteca mas depois foi na mesma sozinha) que me fizeram torcer o nariz. A relação entre a Katy e o Daemon era de bradar aos céus, tão bem estavam amigáveis como de um momento para o outro estavam de garras de fora. Isto seria um aspecto positivo se a autora, por exemplo, fizesse uma descrição de como a linguagem corporal deles revelava o que de facto estava por trás daquela hostilidade toda, o que não aconteceu. Não deixou de entreter, e até fiquei muito feliz por, finalmente, no meio de tanta discussão e tão sexual acumulada, lá se resolvessem e cedessem à tentação, queimando electrodomésticos e equipamentos electrónicos pelo caminho (isto de poderes alienígenas que se descontrolam no meio de uma sessão de amassos é muito à frente). O Daemon, para já, não é a coisa mais linda da vida. Ok, que é descrito como sendo todo sexy e tendo um corpo delineado e funcional nos sítios certos (e que sítios ^^), mas... Não vejo sentido no que ele faz, não vejo explicação para a arrogância extrema e aquelas mudanças de humor repentinas, só porque quer proteger a irmã e manter a sua raça a salvo; no entanto, gosto de alguns comentários sarcásticos dele, e dos momentos em que ele não está a ser um cagalh*o e mostra ser um alien com coração (não sei se isto está anatomicamente correcto, mas rimou) e é um fofy.

 

Espantosamente, adorei a ideia por trás da acção secundária. Não sou assim grande fã de ficção cientifica, mas agradou-me esta ideia de aliens feitos de luz. Pareceu-me muito bem concebido para o universo extraterrestre. Também gostava mais dos aliens inimigos (feitos de escuridão) se não fosse tão forçada a luta entre clãs. Quer dizer, a quantidade de vezes que a Katy esteve em perigo em pouco mais de 2 meses foi ridícula. A história tinha ganho muito mais se tivesse apenas existido uma única grande cena de acção, mais detalhada, do que andar a repartir o perigo pelas páginas.

 

Quem lê isto pensa que o livro é horrível, o que não é verdade. Talvez ter vindo de um livro mais sério para YA-paranormal me faça estar mais critica, mas no geral diverti-me muito (e ri à gargalhada). Gostei do final, ainda que a minha inner-fangirl estivesse fula por eles não ficarem juntos, mas tal como a Katy, não tenho visto o Daemon a ter motivo sentimental para ficar com ela e parece-me mais obrigação que outra coisa. Ainda estava à espera que depois de tanta fofura na luta final, ele mostrasse mais esse lado, mas parece que decidiu voltar a ser um parvo. Vamos lá ver como é que no segundo livro este romance corre.