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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

O tamanho importa?

Sim, leram bem, é disso mesmo que se vai falar hoje aqui no feel the pages. Vou deixar-me de mariquices e gritar ao mundo as desgraças que vão por esse mundo fora. Quer dizer, há coisas que ultrapassam completamente o limite do normal, não há quem aguente! Sim, estou a falar disso mesmo que estão a pensar, do tamanho exorbitante que alguns livros têm, e naqueles que embora sejam maneirinhos, fazem parte de séries que nunca mais têm fim à vista.

 

Segundo o meu maravilhoso Goodreads, o livro que já li com mais páginas é o Harry Potter e a Ordem da Fénix. Eu sabia que havia um motivo para eu odiar aquele livro... Adianta alguma coisa à história estar a engonhar com a narrativa e nunca mais chegar ao fim? Ter mais drama do que seria de esperar numa situação real? Bater sempre na mesma tecla em diferentes teclados? Eu percebo que algumas coisas têm de ser exploradas para que os finais sejam mais inacreditáveis e fantásticos, mas também convenhamos, uma pessoas a olhar para um calhamaço tão grande perde logo a vontade de lhe pegar. Isto até pode não acontecer, porque eu sei que adorei a série Os Pilares da Terra, e se calhar agora até sou capaz de pegar naqueles dois tijolos, mas mais uma vez me contradigo, eu escolhi ver a série primeiro porque quando vi a grossura daqueles livros ia-me dando uma sincope.

 




Passando agora às séries infinitas: apesar do BDB já ir no 11º livro, existe uma série vampírica que ainda não li (até mais que uma) que tenho a sensação que é do mesmo género da Irmandade com 20 e tal livros já publicados nos USA e sem fim à vista, não pode fazer parte da minha TBR, que é o Dark-Hunter. Quer dizer, que mais é que há para falar? É que aquilo começou com livros fininhos, mas agora cada um tem tamanho o suficiente para matar alguém se fosse arremessado contra a cabeça da pessoa.

Não compreendo esta necessidade que alguns autores têm de explorar todo o universo que criaram até ao infimo detalhe. Assim até se perde a piada pelo meio da resma de folhas, com tudo mostrado ao público depois vem a invenção de coisas sem lógica e que às vezes acabam por estragar séries inteiras que tinham imenso potencial.

Eu falo, falo, mas também são poucos os stand-alones que possuo. Ultimamente é isso que tenho procurado, mas com este boom de trilogias e séries é mais fácil dito do que feito. Encontrar um bom stand-alone é como a procura de uma agulha num palheiro. Tornar-se ainda mais complicado quando o género que mais gosto é paranormal/fantástico, são quase inexistentes.

No fundo, temos que perceber que ainda que possam existir alturas em que queremos que os autores escrevam mais *TID*, a sabedoria popular tem sempre razão, e menos é mais, especialmente quando não se justifica o gasto de folhas, quando se pode contar a mesma história num só volume, se calhar com mais páginas que a média, mas sem dúvida com muito melhor qualidade.