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uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Ler em Inglês

Existem imensos posts deste género na blogosfera literária, e até já mais que uma vez que tinha pensado em partilhar a minha experiência à cerca deste tópico, mas nunca tinha navegado a bom porto. Até que há uns meses estava eu instalada numa sala da faculdade com o belo do meu tablet e o Aldiko aberto, à espera de uma professora que não deve saber o que é ser pontual, quando de repente oiço atrás de mim 'Ai, mas tu lês em inglês, és masoquista?'. Não é que iso seja novidade para ninguém dos que me são próximos (eu ler em inglês, não o masoquismo), maspelos vistos é algo do outro mundo para o resto da população. Ora eu não sou masoquista às vezes mas a verdade é que pelos menos há ano e meio que leio em inglês e ninguém conhece a minha história.

 

Eu nem sempre gostei de inglês, aliás eu detestava inglês quando comecei a tê-lo na escolinha, e não percebia o porquê de ter de estudar uma lingua diferente daquela do mês. Até que começou a ser interessante perceber o que as músicas diziam e devagarinho lá fui aprendendo a gostar, a cantorolar sem inventar uma lingua indigena qualquer, a começar a perceber falas de filmes e séries sem ter de ler as legendas.

 

 



E entre isto, comecei a ler o Crepúsculo, descobri o Midnight Sun que só estava disponível em inglês e que remédio tive eu senão ler no idioma que estava. Tal não foi o meu espanto quando encontro uma atmosfera totalmente diferente e muito mais descontraída daquela que tinha presenciado nos volumes em português, e para tirar a prova dos 9, fiz o download dos livros em inglês e confirmei o já acima mencionado e ainda tenho o privilégio de descobrir erros de tradução básicos (date é diferente de dare, mas pronto).

A tradução é importantíssima para mim, porque condiciona muito o modo como o livro me envolve. E sendo que a partir do Perks os Being a Wallflower via que o género YA não é nada parecido à formalidade que vai nas traduções, prefiro ler na língua original (os que são em inglês, que eu só sou fluente em português, inglês e sassy).

Mas isto não é só alegrias. Considero que tenho um inglês mediano e quando descobri que existem milhentos clássicos de domínio público não perdi a oportunidade de fazer o download de um livro de uma das minhas autoras favoritas e fiquei com o Persuasão da Jane Austen para ler. Ainda que o tenha lido e percebido a história, a verdade é que tão cedo não me aventuro noutro clássico não traduzido, o inglês é muito arcaico e difícil de compreender, não me dei nada bem com ele.

Por isso, as minhas sugestões para quem está agora a começar neste mundo de ler noutra língua que não o português (ou noutra que sejam fluentes) é sobretudo coisas do género YA e contemporâneo. O melhor é não se aventurarem logo em trilogias ou séries, escolham stand-alones. Depois, experimentem vários géneros e vejam por vocês próprios quais são aqueles em que estão à vontade para não lerem em português e quais vos trazem mais dificuldades, porque por vezes essas características também se aplicam ao mesmo género adulto (ex: paranormal/sobrenatural é em regra um género bastante fácil de ler e compreender, tanto em YA como em adulto). A seguir é só desfrutar deste maravilhoso mundo de melhores e muito mais baratos livros {#emotions_dlg.rainbow}.

 

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