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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Infinite Days

 

Autora: Rebecca Maziel

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão

Status: Abandonado

 

Sinopse

For 500 years Lenah Beaudonte has been a vampire. 500 years of seduction, blood and destruction. But she is sickened by her dark powers and longs to feel the sun on her skin, grass under her bare feet, and share the breath of a human kiss.

She wants to be mortal again.

But is she really capable of being human, after her long years of darkness? Waking up as a sixteen-year-old girl brings Lenah many things the life she has missed, taste, touch, love. But a vampire soul is not easily shed. And her coven of four vampires she led in decadence and thrilling destruction want their queen back.

 

Opinião

É triste, mais uma vez tive de abandonar um livro... Mas a vida é curta demais para perder tempo com livros que não gostamos. Dói-me só o facto de ter grandes esperanças para esta trilogia. Sim, é verdade que eu me apaixonei pelas capas do segundo e terceiro livro, mas depois de ler a sinopse, fiquei super entusiasmada. E depois... É que eu ainda me dei ao trabalho de ler algumas revisões de outros blogs, que pelos vistos adoraram o livro! Tinha tanto potencial... É que parece que ainda dói mais quando se vê que a linha da história é super interessante mas depois a construção da história é uma nhanha.

 



Lamento, mas vou spoilar-vos. Só assim é que eu vou conseguir explicar-vos porque é que esta história não deu para mim. Mas se estiverem interessados na história e não se quiserem spoilar, se calhar é melhor não continuarem a ler...

Bem, eu nas revisões que fui ler, dos três livros, percebi que se tratava de uma história de "amor através dos tempos". O Fallen foi o que foi, e estava super entusiasmada por finalmente encontrar uma história em que houvesse alguma espécie de almas gémeas através dos tempos.

Começou logo mal quando ela diz que os vampiros só sentem dor e sofrimento, mas depois pelos vistos são capazes de amar, porque a Lenah e o Rhode aquilo foi amor à primeira dentada. Então, pergunto-me eu, como é que seres tão selvagens como ela tinha descrito (que era um óptimo take em livros de vampiros, confesso que começo a fartar-me um bocadinho dos vampiros que são sempre bonzinhos) são capazes de sentir o melhor dos sentimentos. Até porque logo nas primeiras páginas somos confrontados com o facto de o Rhode, que amava a Lenah porque ela tinha sido a vampira mais terrível de todos os tempos, abdica da própria vida num ritual mágico para ela se tornar humana, porque ela queria à forçar voltar à humanidade.

Adiante, um outro pormenor que prometia muito, mas descambou: os vampiros não têm tacto; não sentem, pelos vistos não terão os receptores sensatórios activos, mas depois há a sugestão (e mais tarde a confirmação) de que o Rhode e a Lenah foram amantes, no sentido menos romântico e mais carnal da coisa (nuns séculos mais que noutros - por acaso, adorei esta parte, trazia muito da imortalidade dos vampiros, tal como ele a abandonar durante 170 anos por causa de uma zanga). E a pergunta é: como então, se não conseguem sentir? O não sentir entravava um bocado a coisa ou não? Na volta os vampiros conseguem sentir-se uns aos outros, isso também não foi explicado, portanto...

E depois vem o facto de ela voltar a ter 16 anos e ter de voltar à escola; a recreacção desta parte da vida adolescente já está tão explorada, já foi tão feita, que se não for MESMO bem feita, acaba por ser saturante. E foi. É que depois começa aquela parvoíce de se apaixonar pelo gajo mais popular da escola, que pelos vistos já não era novidade porque ela naqueles 170 anos que o Rhode a abandonou, apaixonou-se por um outro gajozinho que depois acabou por transformar, portanto não eram assim tão almas gémeas quanto isso.

E a isto há muito mais: o ela saber o que são óculos de sol, bonés, computadores portáteis, manuais de instruções (uma conversa de uma hora com o Rhode não conseguia explicar-lhe tudo dos 100 anos de avanço da humanidade em que ela hibernou, desculpem lá), vestir uns calções minusculos que pelos vistos ficavam tapados por uma camisola do Rhode sem mais nem menos mas depois ficar chocadíssima por ver raparigas de biquini... Podia continuar por aqui fora, até à metade do livro, que foi onde eu desisti porque já era um peso ter de ler isto. Tenho pena, parecia ser uma história bem gira, mas é o que é, e eu não gostei.