Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

City of Heavenly Fire

 

Autora: Cassandra Clare

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão

 

 

Sinopse

In this dazzling and long-awaited conclusion to the acclaimed Mortal Instruments series, Clary and her friends fight the greatest evil they have ever faced: Clary's own brother. Sebastian Morgenstern is on the move, systematically turning Shadowhunter against Shadowhunter. Bearing the Infernal Cup, he transforms Shadowhunters into creatures out of nightmare, tearing apart families and lovers as the ranks of his Endarkened army swell. The embattled Shadowhunters withdraw to Idris - but not even the famed demon towers of Alicante can keep Sebastian at bay. And with the Nephilim trapped in Idris, who will guard the world against demons? When one of the greatest betrayals the Nephilim have ever known is revealed, Clary, Jace, Isabelle, Simon, and Alec must flee - even if their journey takes them deep into the demon realms, where no Shadowhunter has set foot before, and from which no human being has ever returned... Love will be sacrificed and lives lost in the terrible battle for the fate of the word in the thrilling final installment of the classic urban fantasy series The Mortal Instruments!

 

Opinião

Well, it's done. Está lido, depois de muita espera e agonia, algumas lágrimas à mistura, mas está lido. Desde já quero alertar-vos para o facto de que se ainda não leram o The Infernal Devices ou ainda só vão no primeiro livro desta série, parem já! Já disse mais que uma vez que a experiência de ler TID foi muito melhor depois de ler os 5 primeiro livros de TMI, e também penso ter referido que se tivesse lido pela ordem de publicação americana, teria compreendido muito melhor a Cidade dos Anjos Caídos e a Cidade das Almas Perdidas, por isso aqui fica a ordem corrcta (em inglês, para ter todos os títulos): City of Bones, City of Ashes, City fo Glass, Clockwork Angel, City of Fallen Angels, Clockwork Prince, City of Lost Souls, Clockwork Princess, City of Heavenly Fire.

 



Passando agora à revisão, que excusado será dizer, terá milhões de spoilers. O prólogo foi a coisa mais lenta de sempre, apresentar os personagens do próximo livrinho da Cassandra. A Emma Carstairs, juntamente com os irmãos Blackthorn, foram personagens que fui lentamente aprendendo a a gostar e quando cheguei ao fim, já sentia as suas dores e estou até mais curiosa do que pensava para ler o Lady Midnight (ai Emma, vais arrepender-te tanto de teres aceite o pedido do Julian para ser teu parabatai... eu sei que foi por motivos de força maior, mas se com 12 anos eu já vejo esse amor, quando vocês tiverem 17...).

Também logo se descobre a grande cooperação da Seelie Queen com o Jonathan, que eu já sabia porque me tinha spoilado antes de pegar no calhamaço. Nunca gostei dela e só a consegui odiar ainda mais com tudo isto, se bem que a shippei com ele quando estavam na cama. Quem também me irritou desde o inicio da série foi a Maia, e isso não mudou, foi talvez a personagem por quem eu estive mais desinteressada pelo que lhe acontecesse (parcialmente porque me doeu a morte do Jordan, que eu gostava tanto, e depois saber que ela não gostava dele). Cheinha andava eu com o casalinho Clace. Nunca gostei especialmente nem do Jace nem da Clary, andam sempre com o mesmo drama a rodeá-los e se o grupinho maravilha não se tivesse juntado para irem todos miguitos para o Edom e fossem só aqueles dois, God help me (se bem que gostei muito da cena 'sexy' deles, foi muy romântica e amorosa, como estava à espera, muito bonita).

 

Edom teve talvez das melhores cenas de todo livro, a começar logo à sua entrada com as alucinações estranhíssimas que me fizeram andar pela sala de braços no ar a dizer 'Isto não pode acontecer', 'WHATAHELL?!?!?!' e 'Isto não é normal', sendo a do Alec a que me pos a chorar pela primeira vez durante esta leitura. O Alec não foi uma pessoa muito simpática no inicio da série, só apetecia mandar-lhe com a cabeça contra a parede, mas foi ganhando terreno no meu coração e tem sido dos meus maiores interesses nesta série.



Como descreve o gráfico de cima, o Alec foi o rei do sass em COHF, esteve feroz e confiante na batalha, vulnerável pelo seu Magnus, cómico ao apanhar Sizzy mais que uma vez aos amassos... Mexeu imenso com os meus ductos lacrimais e está no top 3 das minhas personagens preferidas (em primeiro está o brilhante Magnus e em segundo o Simon). E se chorei com o Alec, mais com o seu amorzinho, que nunca esteve tão exposto emocionalmente como nesta série como no TID. Só as minhas almofadas sabem o quanto eu chorei quando o Magnus disse a citação em baixo (e também só elas sabem o que eu me ri quando ele disse 'Almost four hundred years is quite a lot to take, even if you moisturize regularly.').

"Oh my Alec, you've been so sad. I didn't know."

 

E podia estar aqui até atingir o limite de caracteres do editor de texto só a falar de Malec, mas também tenho de falar de Sizzy, que passaram por tanto nesta última aventura. O 'final' do Simon foi muito difícil de engolir, embora tenha havido aquela solução boazita, não me satisfez... Já que falamos de momentos tristes, quero ressaltar a morte do Jonathan e dos momentos em que ele teve os olhinhos verdes e se o rapaz que poderia ter vivido e ser amado, e foi por ele que chorei no fim da batalha.

Não posso deixar de passar os momentos do Jem (já me estava a passar com todos a chamarem-lhe Zachariah mesmo depois dele já não ser Silent Brother). Achei-o diferente (e a Tessa também) mas depois de 140 anos (tão bem conservados, diga-se de passagem), claro que a maturidade tinha de chegar. Quando pensava que não ia chorar no epílogo, lá veio ele e a Tessa falar no Will, que fez com que começasse a soluçar e tivesse de parar de ler porque não via nada, tais eram as lágrimas. Todas as menções ao TID são extremamente emocionais para mim, são personagens que eu guardo com muito amor no meu coração.

Por último quero dizer-vos que não foi um final tão árduo quanto isso, porque já sei que irão existir mais livros neste mundo das Sombras, o TMI foi para mim essencialmente amor por personagens secundários e serviu para compreender o quão importante pode ser o seu papel numa história. Quero ainda referir que estou revoltada com o faco de o Chairman Meow e o Church não terem aparecido mais vezes. Fim de revisão gigantesca com um tweet lindo da Cassie Clare :D