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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

A Possessão (Possession)

 

Autora: Jennifer Armintrout

Edição Portuguesa: Gailivro

 

Sinopse

O meu pai sempre me disse que o medo é uma fraqueza. Ora, isso é fácil de dizer quando não temos de nos preocupar com caçadores de vampiros e água benta. Detesto o medo, mas a vida, ou melhor, a morte continua.Nos dois meses que passaram desde que fui atacada, na morgue do hospital, e transformada em vampiro, já matei o meu amo malévolo, Cyrus, apaixonei-me pelo meu novo amo, Nathan, e até me acostumei a beber sangue. E quando as coisas estavam a regressar ao normal - o mais normal possível quando a luz do sol nos pode matar - Nathan é possuído. E massacra um humano inocente. Agora tenho de encontrar Nathan antes que o Movimento Voluntário para a Extinção dos Vampiros o localize, porque estão apenas à espera de uma desculpa para o matar - a ele e a qualquer outro que seja suficientemente parvo para o ajudar. Mas isso não é o pior. Nathan está possuído pelo espírito de um dos vampiros mais malévolos de sempre, O Devorador De Almas. E quem pode imaginar quais serão os seus planos? Com o devorador de Almas e o meu amo possuído à solta, sinto muito medo, incluindo ser morta, outra vez.


Opinião

Demorei séculos a ler este livro. E até poderia culpar esta semi-slump no excesso de trabalho e na conclusão da licenciatura (que não é mentira, eu estive de facto muito ocupada e só me apetecia era consumir entretenimento fácil, tipo séries e dramas), mas a verdade é que logo nos primeiros capítulos vi que não ia gostar tanto deste livro como do anterior.

 



Eu não sei em que é que consiste, mas já ouvi falar muito do "síndrome do segundo livro", e acho que este sofre desta patologia. E o problema é que eu nem ache que a história estivesse má de todo, mas o enredo principal para mim condicionou logo a minha leitura. SPOILERS AHEAD: para mim foi "forçado de mais" um novo problema logo quando a Carrie e o Nathan já se estavam a começar a entender; acho que só o facto de ele ainda pensar no mulher e em como foi culpado era suficiente para que houvesse fricção entre eles, sem precisar que agora de um momento para o outro ele ficasse possuído (que no fim se revelou que nem isso era).

Além disso, eu tenho uma relação esquisita com o Cyrus: ora gosto dele, ora o odeio. E o facto de haver POV's diferentes, embora necessário, mostrou-se um obstáculo ao meu gosto. No entanto, foi bom ver um novo lado do Cyrus, que veio com a humanidade agora restaurada (desculpem, estão a existir spoilers a mais nesta revisão), principalmente com a Mouse, que infelizmente depois teve o fim que teve (pode ser que consigam fazer com ela o que fizeram com ele).

O que me surpreendeu foi o enredo com o Max e a Bella, que foi muito à The Vampire Diaries (amor proibido entre espécies com segredos e negação, yay *.*), quero ver o qeu é que o futuro reserva para estes dois. Confesso que desde o inicio que gostava do Max, apesar de ele ser um playboy de primeira, e que não achei a Bella flor que se cheirasse desde o inicio, mas vi-me a shipá-los muito antes de eles próprios cederem às hormonas e agora se alguém lhes fizer mal corto alguém às fatias.

Espero que no próximo livro as coisas se componham, porque por muito que eu goste dos problemas com os inimigos à TVD (sorry, não tenho outra maneira de explicar), quero é mais romancezinho e menos possessão. E agora que o Nathan já está de volta ao normal (juro, a cura foi tão esquisita e simples que eu nem sei...) e a Carrie foi para Chicago, cheira-me que ele poderia percorrer os quilómetros que os separam em prol do amor.