Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

A Iniciação (The Turning)

 

Autora: Jennifer Armintrout

Edição Portuguesa: Gailivro

 

Sinopse

Eu não sou cobarde. Quero deixar isso bem claro. Mas, depois de a minha vida se trans­formar num filme de terror, passei a levar o medo muito mais a sério. Tinha-​me tor­nado na Dra. Carrie Ames apenas há oito meses, quando fui atacada na morgue do hospital por um vampiro.
Haja sorte. Por isso agora sou uma vampira e descobri que tenho um laço de sangue com o monstro que me criou. Este funciona como uma trela invisível, pelo que estou ligada a ele, inde­pendentemente daquilo que faça. E, claro, ele tinha de ser um dos vampiros mais malévolos à face da Terra. Com o meu Amo decidido a transformar-​me numa assassina sem escrúpulos e o seu maior inimigo empenhado em exterminar-​me, as coisas não podiam ser piores – só que me sinto atraída pelos dois. Beber sangue, viver como um demónio imor­tal e ser um peão entre duas facções de vampiros não é exactamente o que tinha imaginado para o meu futuro. Mas, como o meu pai costu­mava dizer, a única forma de ven cer o medo é enfrentá-​lo. E é isso que irei fazer. Com as garras de fora.


Opinião

Uau. Quando me dá a pancada vampirica, vem or muito tempo, e depois do falhanço anterior, confesso que não estava à espera de me divertir tanto. Não é novidade o meu amor por vampiros, mesmo os vampiros a sério (sim aqueles que queimam ao sol e matam as vitimas), mas nunca me tinha aventurado nesse tipo de vampiros nos livros, também não sei bem porquê. Depois de ler uma revisão ou outra, todas positivas, e de saber que a cena inicial se passa numa morgue (que é um sitio que eu estou muito habituada a ver e que não é nada de glamoroso como a tv faz passar), tive de arriscar.

 



Provavelmente das coisas que mais me fizeram gostar deste livro é a rapidez do desenvolvimento da história. Não há cá perda de tempo com pormenores que no final de contas não interessam nada para a história. No entanto, não notei que as coisas se passassem a correr, houve um enredo que fluiu naturalmente e deu oportunidade ao crescimento das personagens e concretização das etapas da história.

Outra coisa que me surpreendeu foi a escrita; não é que seja nada do outro mundo, é bem simples até, mas consegue o que muitas histórias não conseguem: fazer-nos sentir as emoções tal e qual como as personagens. Não sei se me estou a fazer compreender, mas a Carrie sente-se atraída pelo Cyrus por causa do laço de sangue entre eles, porque ele a criou, e não porque de facto nutre algum tipo de sentimento por ele, mesmo que por vezes duvide de tal; e eu, por vezes, pensei duas vezes se de facto estava ou não a ser manipulada a gostar do Cyrus. Capisce?

Gostei das personagens no geral; a Carrie é toda independente mas depois mostra que tem um lado mais vulnerável, o Nathan é todo de regras mas tem o seu lado soft e misterioso (que eu adoro, é o tipico interesse amoroso), o Ziggy é a coisa mais engraçada da vida, mesmo depois daquele baque final que levou a uma desgraça ainda maior (que como eu já me tinha spoilado sem querer, não levei tão a sério), o Max só apareceu no final mas promete muito...

Este livro foi exactamente o que eu estava a precisar, um paranormal urbano que apesar de ter algumas pitadas de romance e sexyness (sim, não convêm lerem isto no trabalho ou na escola), não se foca só nisso e a história tem de facto um bom desenvolvimento no que toca a vampirada, com alguma violência à mistura, que faz parte, mas nada que seja demasiado impressionante (pelo menos para mim).