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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Divergente - O Filme

Finalmente vi o filme. E digo-vos já, fiquei bastante surpreendida. como já tinha dito na apreciação do trailer, a minha impressão inicial era que isto parecia-se muito com o The Hunger Games. A divisão da população em grupos, que é semelhante aos distritos, a cena inicial de preparação e escolha, o poder ditador governalmental... Mas à medida que fui vendo o filme fui reparando que afinal não é assim tão parecido, até porque eles não são escolhidos para a facção em que ficam, fazem um género de um teste psicótécnico mas a escolha final é sempre deles.

 

Logo de inicio vi que não era feita para estar neste grupinho de saltar para os comboios e dos comboios e rolar e afins. Apesar de serem os maus deste filme, vi-me logo nos de casaco azul (desculpem-me, eu não sei dizer os nomes ao certo e não quero enganar ninguém), onde o personagem do Ansel acabou por ficar (aquele sinal debaixo do lábio do moço dá cabo de mim).

 

Achei bastante interessante a personalidade do Four, que no inicio era convencido e arrogante mas ao longo do tempo foi amolecendo. Não foi um desenvolvimento ideal, eles praticamente não tinham contacto um com o outro, como é que se apaixonaram? Mas pronto, é um filme, e pelo que eu esperava até está bem melhor. A iniciação é bem melhor que a praxe universitária, a mim ninguém me carregou no ar e a festejar. Os sem facção constituiram um tipo de terrorismo mental que não estava à espera, foi uma inovação em relação ao THG, que por muito que esperneassem tinham sempre distrito (falando da divisão da população, é claro que uns passavam mais fome que outros). O gajo do piercing (que nem sequer soube o nome durante o filme) é um cócó e não gostei dele nunca. Aquelas tatuagens sem agulha, que é só pressionar a placa com o desenho na pele, deviam existir na realidade, era bem bom para pessoas que como eu têm pânico de agulhas.

 

No final fiquei com pena de não me ter aventurado com os livros, porque gostei mesmo do filme e fiquei num cliffhanger no final. Agora também já não o vou fazer, porque já sei o final da trilogia e mesmo assim, acho que prefiro este género com acção e cenas rápidas em filme, não sou muito boa a visualizar este tipo de coisas na minha imaginação. Vou com certesa seguir os filmes, agora fiquei com curiosidade para ver onde é que isto vai dar.

The Maze Runner, If I Stay e Gone Girl

Isto é que tem sido umas semanas fantásticas na saída de trailers cinematográficos YA! E embora não sejam de livros que eu já tenha lido, tenho umas certa curiosidade (mais especificamente por um destes) e como sairam tantos em tão pouco tempo, decidi fazer uma threesome e falar dos três e das minhas expectativas.

 

Não sei se o filme já saiu cá, mas nos EUA tenho a certeza que já saiu. Eu tive conhecimento desta série com o anúncio que seria o Dylan O'Brien a fazer o papel principal, e... pronto se eu comecei a ver Teen Wolf por ele, claro que iria pelo menos espreitar a sinopse dos livros. E fiquei bastante surpresa pelo entusiasmo que me causou. Como digo inúmeras vezes neste blog, distopia não é dos meus fortes literários, e apesar de já ter lido pelo menos duas séries, não fiquei muito satisfeita com o género (principalmente porque envolve sempre politiquices, que no inicio têm piada mas depois se tornam absolutamente aborrecidas).
A sinopse não diz muito do livro, e agora que vi o trailer (e não sei porquê na minha cabeça pensava que eles acordavam mesmo no labirinto e não no elevador, embora no Goodreads esteja expresso que sim), fiquei ainda mais curiosa. Gosto imenso do plano circular que fazem á volta da personagem e onde mostram as paredes do centro do labirinto (eu pelo menos acho que é o centro, porque se eles depois têm de sair, não tinha lógica ser próximo da saída...). Na sinopse literária também dizia que eram só rapazes, mas por mais de uma vez pareceu-me ver mais que uma rapariga (cabelo compridos e tranças havia!), o que não é bom nem mau, a meu ver, desde que ponham a mensagem aterradora lá da menina (que eu sinto que é a gaja do Skins). A minha imaginação é tão esquisita, que eu imaginei que de facto o labirinto é como aqueles nos jardins, só feito com plantas... É claro qeu estas paredes mecanizadas tornam tudo mais distópico e fixe. Aos 50 segundos aparece uma cena tipo The Hunger Games (sim, eu comparo a este livro, não na história, mas na génese, porque os livros distópicos que eu gosto são sempre desta génese) onde há uma pessoínha a olhar para uma arena labirintica gigante, e isto parece-me muito governamental... Espero bem que não, podia ser uma coisa mais 'terror' (embora eu odeie esse género), do tipo algum psicopata sem nada para fazer que os põe ali. Wait a minute, aquele puto não anda no Game of Thrones... Oh pá, eu não gosto dele lá, e cheira-me que não vou gostar dele agora... O que eu gosto é a maneira como construíram este trailer, mostraram partes que pelo menos a mim me deixaram confusa e entusiasmada com o mistério em redor da fuga do labirinto, sem nunca revelarem o que de facto se passa e os porquês. No geral, estou bastante curiosa, o que é uma novidade; dos distópicos qe já me atrevi a ler (que foram todos escritos por mulheres) não há muitos que consigam escrevê-los sem se perderem no romance e em decisões tolas derivadas de hormonas aos saltos, e este The Maze Runner parece-me não seguir esta linha e de facto focar-se no que realmente importa que é a explicação para tudo aquilo acontecer. O filme parece-me bem realizado, do que consigo ver, tanto em fotografia como nos cenários. Apesar de estar na minha TBR, não digo que o vá ler, mas o filme de certezinha que irei assistir, afinal quero descobrir que raio ali se passa!

The Host - Trailer

Eu não vi o filme porque me disseram que foi horrível. Eu li o livro porque me disseram que foi fantástico. Eu não vi o trailer porque nunca o procurei. Agora chegou o momento de verificar se os meus institintos cinematográficos de adaptações literárias continuam apurados ou não.

 

 

Vampire Academy - filme

Cá estamos em mais um dia de revisão de uma adaptação cinematográfica. E infelizmente, não é um dia alegre para as adaptações cinematográficas. Sei que já disse isto mil vezes, mas vou voltar a repetir, porque o blog é meu e eu faço o que eu quiser: antes de o trailer deste filme sair, eu já conhecia os livros á muito tempo, e sabia que muita gente adorava a série. Quando vi o primeiro trailer, deu-se-me uma coisinha má e tive de me certificar que, havendo tanta gente a adorar a colecção de 6 livros, o filme não poderia ser assim tão horrível como o que aquele trailer transparecia.

 

Agora, depois de 95 minutos de filme, começo a achar os meus primeiros instintos são os que normalmente se concretizam. Desde já quero pedir para existindo a possibilidade de comentarem este post, manterem a educação que os vossos pais vos deram, e que se lembrem que nem todas as pessoas têm de gostar do que vocês gostam. Eu sei que houve imensos fãs a adorar o filme, mas eu não.

 

Existem muitas pessoas a dizer-me 'ah, mas não podes ir para uma sala de cinema à espera que façam tudo igual ao livro, nem há tempo para isso'. E a minha resposta é: façam mais tempo. 95 minutos (ou comummente conhecido como hora e meia) não é nada. NADA. Não há tempo de se conhecerem as personagens ou se criar qualquer empatia com elas, não há tempo para desenvolver ligações emocionais entre as personagens, não há tempo de criar (ou neste caso, adaptar) uma história com lógica, porque é tudo a correr.

 

Isto entristece-me sinceramente. Não tenho visto uma adaptação de um livro YA ultimamente que tenha sido de jeito (não contando com os filmes THG). É claro que vão gozar com as bookworms que dizem que gostam 'disto' ou 'daquilo'; com filmes destes, até eu gozava. Eu senti-me envergonhada com este filme. E apesar de ser toda tímida e esquisita, eu nunca me sinto envergonhada dos meus gostos, porque não devo nada a ninguém e ninguém tem o direito de me julgar quando têm gostos bem piores reprimidos no ínfimo dos seus quartos (isto soou pior que o esperado; o que eu queria dizer é que há gente a mandar piada estúpidas quando depois gosta de outras coisas que sente que não pode dizer em voz alta com medo de ser alvo de chacota). Desta vez, se tivesse existido um buraco na sala, eu tinha-me enfiado lá, tal era o quão encolhida eu me sentia.