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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

A Cidade das Cinzas (City of Ashes)

 

 

Autora: Cassandra Clare

Edição Portuguesa: Planeta Manuscrito

 

Sinopse

Clary Fray só que­ria que a sua vida vol­tasse ao nor­mal. Mas o que é nor­mal quando se é um Caça­dor de Som­bras? A mãe em estado de coma indu­zido por artes mági­cas, e de repente começa a ver lobi­so­mens, vam­pi­ros, e fadas? A única hipó­tese que Clary tem de aju­dar a mãe é pedir ajuda ao dia­bó­lico Valen­tine que, além de louco, sim­bo­liza o Mal e, para pio­rar o cená­rio, tam­bém é o seu pai. Quando o segundo dos Ins­tru­men­tos Mor­tais é rou­bado o prin­ci­pal sus­peito é Jace, que a jovem des­co­briu recen­te­mente ser seu irmão. Ela não acre­dita que Jace de facto possa estar dis­posto a aban­do­nar tudo o que acre­dita e aliar-se ao dia­bó­lico pai Valen­tine… mas as apa­rên­cias podem iludir.

 

Opinião

Mais uma vez, capas ao contrário, que é o bonito de se ver. Mas desta vez foi nas capas originais que vi a citação da Stephenie... Enfim.

 

A história começa mais ou menos logo a partir do ponto onde acabou o livro anterior. Agora que a Clary e o Jace sabem que são irmãos é um devaneio completo. Por incrível que pareça, e apesar de ter dado a mesma classificação no Goodreads, achei este livro ligeiramente mais interessante que o primeiro. É verdade que eu gosto de drama e angustia e tal, mas os Caçadores de Sombras levam isso a todo um outro nível. É que tudo se passa tão lentamente que quase morremos à espera que aconteça algo.

 




E eu digo isto porque os livros deste tipo (aventura sobrenatural e cenas...) para mim têm de ser acompanhados de romance. Romance a acontecer no momento, não romance reprimido como acontece na maior parte da história (e nas que hão-de vir).
Pensei que agora as personagens iam ser um bocadinho mais exploradas sem ser do ponto de vista de luta com demónios e afins (as personagens a que me estou a referir são o Alec, a Isabelle e o Magnus), mas só o Luke e o Simon é que mereceram história :(

Não me interpretem mal, eu gosto muito do Luke, simpatizo bastante com o seu amor não correspondido pela Jocelyn. E se eu já gostava do Simon (o que nunca acontece, porque eu odeio triângulos amorosos e por isso só costumo gostar de um dos participantes masculinos), passei a adorá-lo neste livro. É que ele passou tanto por causa da Clary... Se ela não tivesse beijado o Jace à frente dele quando já eles se tinham considerados namorado e namorada, não lhe tinha acontecido nada de mal! (sim, que aquela sessão de marmelada, senhor Simon... - eu imaginei que o Simon beijava fantasticamente e não 'confortavelmente', como a Clary descrevia -). Mas também foi preciso ter azar, quem é que se ia lembrar de por a rainha das fadas tão sádica ao ponto de fazer dois irmãos beijarem-se??

Surpreendeu-me imenso a descrição das fadas que a Cassandra decidiu fazer; é totalmente diferente de toda a mitologia corrente, de fadinhas lindas e fofas e boazinhas: estas fadas eram más e com caras feias e bebiam cocktais estranhos (mas pelos vistos os machos da espécie não eram assim tão maus, porque a Isabelle estava doidinha para saltar para a cama do Meliorn).

Basicamente o tema principal desta vez é o facto de ninguém acreditar que o Jace não sabia quem era o pai e gera-se uma conspiração contra ele. Até a própria Maryse Lightwood! (E não me importa que ela no final se redimisse, mãe é mãe, biológica ou adoptiva) Por isso, tentam submeter o Jace a uma espécie de Polígrafo da Verdade mas com a espada pertencente aos Instrumentos Mortais, que o Valentine acaba por roubar (e mais acusações para o Jace, é uma alegria!) porque... Honestamente não sei bem porquê, mas vá-se lá tentar compreender aquele homem...

No final, depois de raios e curiscos, a Clary percebe que se está a lixar se está a cometer incesto ou não (porque o Simon acaba com ela, uam vez que a Maia olha para ela como ele merece) mas o Jace adianta-se e diz que só vai ser irmão dela. E ISTO INDIGNA-ME PORQUE NO INICIO (logo depois do beijo das fadas) ELE QUERIA-A A TODA A FORÇA E AGORA É QUE JÁ NÃO LHE APETECE E ARMAR-SE EM BONZINHO!!!!

Por fim, mas mais importante que tudo, quero dizer que simplesmente amei a dinâmica entre o Alec e o Magnus (e a forma como o Alec caiu de pescoço e por isso é que tinha uma coisinha parecida com uma mordidela) e o facto do Magnus, no meio de tantas purpurinas, se ter semi-declarado na pick-up do Luke. Só não gostei nada foi do Presidente Miau não ter aparecido, nem sequer num cameo. Quer dizer, a personagem mais importante, mais interessante, MAIS TUDO, sinceramente...

E pronto, por hoje é tudo, bons livrinhos! :D