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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Hush Hush (Hush Hush)

  

 

Autora: Becca Fitzpatrick

Edição Portuguesa: Porto Editora

 

Sinopse

Para Nora Grey, as coisas românticas não fazem sentido, Nunca se sentiu muito atraída pelos rapazes da sua escola, por muito que a sua melhor amiga, Vee, a empurre para potenciais namorados. Até que conhece Patch.
Com o seu sorriso fácil e olhos que parecem perscrutar-lhe a alma, Nora sente-se atraída por ele, apesar de fazer os possíveis por lhe resistir.
Mas ao fim de uma série de encontros terríveis, Nora não sabe muito bem em quem confiar. Patch parece estar sempre onde ela está e saber mais sobre ela do que as suas amigas mais próximas. Não sabe muito bem se há-de cair nos seus braços ou fugir para o fim do mundo. E quando tenta obter algumas respostas sobre as suas origens e intenções, é-lhe revelada uma realidade infinitamente mais complexa do que tudo aquilo que Patch a faz sentir.
Porque Nora ver-se-á mesmo no meio de uma luta ancestral entre os imortais e os caídos. Terá de fazer uma escolha, mas essa escolha poderá custar-lhe a vida. 

 

Opinião

Gente do mundo que ainda não leu este livro, PAREM TUDO O QUE ESTÃO A FAZER! Larguem os tachos, as panelas, os comandos, os teclados, whatever, peguem nos vossos calcantes e dirijam-se a uma fnac/bertrand mais próxima para comprar esta maravilha.

AHAHAH agora sem idiotices. Para quem no inicio desprezava completamente este livro, até que me afeiçoei um bocadinho gigante a ele. Pronto está bem, entrei numa obsessão compulsiva pelo Patch, mas até parece que é alguma coisa condenável...

Esta história é muito high school, nos primeiros capítulos (depois do prologo que deixa um pessoa toda baralhada) somos logo transportados para a vidinha com os típicos problemas de menina de 16 anos que a Nora tem: a melhor amiga meio desvairada, a miúda que ela não suporta e que por sinal também não sustem a respiração por ela e mais um ano escolar a começar. E como nenhum livro é escrito sem os clichés iniciais, a Nora nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum rapaz. Mas agora chegou a hora!

 

Com a nova disposição de lugares da sala de Biologia [que é sempre onde tudo acontece], ela fica como parceira laboratorial de um rapazinho chamado Patch. E não é que o tema das primeiras aulas é a reprodução humana? [que por sinal, quer seja cá em Portugal ou na Conchichina, causa sempre risinhos tótós a meio das aulas - falo por experiência própria] Mas antes de tudo, os alunos têm de fazer uma fichinha de identificação sobre os novos parceiros (do género comida favorita, música que mais gosta de ouvir, actividades nos tempos livres...) e pelos vistos o Patch não estava com muita disposição para partilhar os seus segredos. Quando deu o toque de saída, a Nora ainda não tinha nada escrito e o trabalho contava para nota. A Nora ficou furibunda da vida e mesmo depois dele ter dito que estava ocupado nessa noite (e de lhe ter dado o número de telemóvel), uma série de eventos totalmente impensáveis levaram a que ela saísse a meio da noite do conforto da sua casinha para ir ter com o rapazito, que ela detestou logo de inicio só porque mandava piadas provocadoras, a um bar que por sinal não tinha fama de servir chá e bolinhos de chocolate (e sim, tudo isto por causa de um trabalho para a escola).

 

 

 

 

Após encontros num bar cheio de gente do dobro do tamanho dela e com ar de quer era capaz de matar cachorrinhos bebés, trocas acesas de palavras repletas de tensão 'reprodutora' no ar (se é que me entendem ;D) e aulas de culinária mexicana desenvolve-se ali um clima propicio a coisas muito boas. Mas o Patch, para além de ser um bad boy gone worst, de andar vestido como se houvesse um funeral todos os dias e de mandar umas piadas giras para o ar com o seu sorrisinho cínico, tem muitos segredos obscuros, os quais a Nora nem sequer sonha que eram capazes de ser reais. E daí vem o 'eu-gosto-tanto-de-ti-mas-tu-és-perigoso-e-não-sei-bem-se-é-isto-que-eu-quero'. Como podem ver, até agora a história abunda na razão e lógica. É, ao inicio estranha-se. Depois, entranha-se. E não é pouco! Vocês perguntam, mas com tanta absurdidade como é que o livro é assim tão bom? É que ao contrário de todas as outras histórinhas de amores paranormais impossíveis, esta está escrita de uma forma leve e simples, de compreensão fácil, EXISTE EXPLORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DAS PERSONAGENS (fazendo com que nos possamos identificar mais ou menos com esta e/ou aquela personagem - pessoalmente acho que eu e a Vee fomos separadas à nascença) E SITUAÇÕES e tem sempre o elemento surpresa à mistura, afastado da história do parzinho central, que proporciona a pitada de interesse ao ler o livro. Com tantos pormenores de extrema importância, é claro que a história contada á três pancadas parece infantil e descabida. Além disso, um dos grandes pontos altos é que apesar de não estar extremamente elaborado (em comparação com a Adaga Negra), o universo paranormal deste livro está muito bem conseguido, em grande parte porque faz sentido e o público consegue perceber e assimilar uma realidade que de facto poderia ser real, não existindo pormenores descabidos que uma pessoa fica 'e isto aparece de onde?'.

 

Mas claro que o melhor, o MELHOR É O PATCH (ou não fosse eu a eterna fangirl xD)! Quer dizer, eu sempre fui apologista do 'quando é bom, é bom, quando é mau, é ainda melhor', mas este rapaz levou-me a todo um outro nível de histerismo. Só para vocês verem o quão AUGHHHH este rapaz é, fica aqui uma citação das várias citações do livro que me deixaram mais entusiasmada:



“You smell good, too,” said Patch.

“It’s called a shower.” I was staring straight ahead. When he didn’t answer, I turned sideways. “Soap. Shampoo. Hot water.”

“Naked. I know the drill.”  

 

É bom não é? xD Só dá vontade de dar um estalo e mandar-nos (sim, '-nos', nós e ele) contra a parede. E de onde esta veio, há muitas mais, por isso não se acanhem e gastem o vosso tempinho com estes fofos. Prometo que vão ser recompensadas (falo para as meninas porque pressuponho que este blog é lido maioritariamente por elementos do sexo feminino).

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