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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Grave Mercy

 

Autora: Robin LaFevers

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão

 

Sinopse

Why be the sheep, when you can be the wolf?
Seventeen-year-old Ismae escapes from the brutality of an arranged marriage into the sanctuary of the convent of St. Mortain, where the sisters still serve the gods of old. Here she learns that the god of Death Himself has blessed her with dangerous gifts—and a violent destiny. If she chooses to stay at the convent, she will be trained as an assassin and serve as a handmaiden to Death. To claim her new life, she must destroy the lives of others.
Ismae’s most important assignment takes her straight into the high court of Brittany—where she finds herself woefully under prepared—not only for the deadly games of intrigue and treason, but for the impossible choices she must make. For how can she deliver Death’s vengeance upon a target who, against her will, has stolen her heart?
.

 

Opinião

Quero desde já dizer que não sou grande fã de romance histórico sem ser nos filmes e séries. E por Reign ser uma série tão linda e maravilhosa (vejam!) é que eu pensei que isso estaria a mudar. Afinal, não.

 




A sinopse é sem dúvida promissora e resumo muito do livro. Após lê-la pensei que os desenvolvimentos da história eram bastante rápidos e que rapidamente chegaria à parte do romance (que é o que eu gosto de ler xD). Tal não acontece até bem mais de metade do livro, por isso desenganem-se que este seja um livro de leitura rápida. O inglês também não contribui muito para cabecinhas que estejam a mil e que ao final do dia. Não é que seja muito complicado; claro que para um romance de época não poderia existir o diálogo contemporâneo da actualidade, e isso exige um maior esforço à leitura do que se de facto se tratasse de um romance actual (isto que para mim que vinha da faculdade fartinha até à raiz dos cabelos e queria descontrair um bocadinho às vezes corria mal).

Apesar disso, não posso deixar de notar o quão magnifica é a forma de escrita da autora. As palavras rolam entre si uma a seguir à outra de forma tão encantadora, que se de facto estivermos de mente limpa, conseguimos apreciar a verdadeira essência deste livro.

Como já referi, a sinopse fala praticamente de tudo o que acontece. Mas também pode induzir em erro e pensar-se que esta narrativa é tão previsível como o destino. De facto só posso louvar a imaginação desta autora que até há bem pouco tempo desconhecia, pelo modo de arquitectar a sua história e pelos desfechos a que levou a mesma. Foi sem dúvida uma excelente surpresa ler que os motivos do maior e mais chocante oponente ao trono eram por amor e não pelo mal triunfar sobre o bem e todos os clichés já tão explorados.
E se anteriormente me queixava que a história pode demorar a acontecer, após acabar o livro só posso contradizer-me e dizer-vos que não haveria outra maneira. Se tudo fosse passado em meia dúzia de capítulos, nunca se poderia apreciar os pormenores colocados aqui e ali que fazem toda uma história histórica e um romance como o da Ismae e do Duval tão quentes no coração.

Apesar de não ter sido o melhor livro que já li na vida, nem o mais fácil, só posso recomendar-vos à sua leitura, porque é tão mais do que duques e duquesas a brincarem aos reinos e ao amor; explora-se a natureza humana no seu melhor e pior, com reviravoltas imprevisíveis e personagens muito bem concebidos.