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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Na Sombra do Dragão (Lover Eternal)

 

 

Autora: J. R. Ward

Edição Portuguesa: Casa das Letras

 

Sinopse

Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. Possuído por uma criatura mortífera, Rhage é o mais perigoso membro da Irmandade da Adaga Negra.
Na irmandade, Rhage é o vampiro com o apetite mais forte. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir aos impulsos e o amante mais voraz - pois dentro dele arde uma maldição feroz imposta pela Virgem Escrivã. Refém do seu lado mais obscuro, Rhage receia as vezes em que o seu dragão interior é libertado, tornando-o um autêntico perigo para todos os que o rodeiam.
Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama...

 

Opinião

(isto de estar a fazer a revisão do Lover Eternal a ouvir 'Us Against the World' dos Coldplay está mesmo a pedir para haver choradeira...)

Então, eu comecei a ler este livro para aí uns 15 minutos depois de ter acabado de ler o Dark Lover, portanto quase nem deu para sentir saudades. Mas minha gente, este é tão melhor que o anterior... Desta vez a história que é contada é a do Rhage, que é o Irmão que tem a maldição da besta e que quando se passa dos carretos, digamos que não solta a franga, mas anda perto disso. Isto porque quando ele sofreu a transformação andou a fazer umas asneiras que irritaram a Virgem e ela castigou-o. Neste livro são apresentados mais personagens (que por acaso depois acabaram por fazer parte dos meus preferidos), mas a central é a Mary, uma humana que está em luta contra o cancro, que já sofreu que chegue para uma vida inteira e que trabalha como voluntária numa daquelas linhas de apoio ao suicídio, onde recebe várias chamadas onde nunca se houve vozes. À parte disso, ela vive sozinha e é vizinha da Bella (que ela nem sonha que é uma vampira) com a qual se dá bastante bem. Um dia, a Mary encontra um rapaz na sua propriedade que é mudo e o qual ela ajuda. Ele tem um pulseira com uns caracteres esquisitos incorporados e quando a Bella o vê, apercebe-se logo que aquelas letras todas elegantes e enigmáticas são de facto o nome de um guerreiro na Língua Antiga (que só assim por acaso era o nome Therror - que era o nome de guerreiro do Darius).

 

 

 

Toda desalmada da vida, ela vai para casa e contacta com a Irmandade. Eles lá combinam um encontro e ela consegue que o John Matthew (o rapazinho mudo) se encontre com eles com a desculpa que eles são uns gajos todos xpto das artes marciais, levando a Mary atrás dele como tradutora, uma vez que ela sabe falar língua gestual. E lá na mansão da irmandade é que tudo acontece. O Rhage ia feliz da vida a passar e de repente eis a Mary ali no corredor. O resto é história. Mais uma vez existem milhentas cenas com os Minguantes (que não interessam nem ao gato da Beth - que é o Boo), mas o importante é o desenvolvimento da relação entre a Mary e o Rhage. E como eu me esqueci de referir, o Rhage é tipo o homem mais sexy, mais bonito, mais hot que vocês possam imaginar. Pensem num homem loiro, musculado, com um olhar capaz de vos fazer desmaiar... É ele. E coitadinha da Mary, tão frágil por causa dos tratamentos de quimioterapia, com medo que a leucemia volte e que ela tenha de passar por tudo outra vez...

Mas como o Rhage fica tão encantado com a voz dela, decide andar atrás dela. Fala com ela (ou melhor, convence-a a falar para que ela a oiça), convida-a para jantar, decide aparecer às tantas da manhã no quintal dela... Entretanto, a cena evolui e ele acaba por adormecer com ela no sofá, sem se lembrar que as horas passam e o sol nasce. A Mary acorda com ele aos gritos porque ele está literalmente a fritar ao sol, e trata dele. O resto do livro é uma melosidade tão bonita e tão fofinha que só as românticas incuráveis que gostam de lamechice com uma pitada de sofrimento aguentam. Só para vocês verem o grau de mel que aqui vai, dica aqui um pequeno diálogo entre os dois:

 

“I will not fall in love with you," she said. "I can't let myself. I won't."

"That's all right. I'll love you enough for the both of us.”

É como se fosse um romance da Danielle Steel, mas com muito mais piada. Mas mesmo com os clichés de sempre (rapaz mais sexy da história apaixona-se por humana à beira da morte) e momentos de angústica que cortam qualquer coração molinho, livrem-se de pensar que não existe a boa dose de amor físico (vá, amor não é a melhor palavra) e palavrões e encontros agressivos entre pessoas que mais tarde (em outros livros da colecção) vão andar aos amassos *cof cof ZSADIST e BELLA cof cof*.

É um bom livro para quem gosta de acção misturada com romance, muito sofrimento e momentos deliciosamente piegas. Não me queria adiantar mais, porque senão spoilo-vos o livro todos, mas eu acho que não aguento. Sou histérica demais com este casalinho. Vá pronto, não implorem mais. Deixa-me cá ver o que é que eu vos posso contar... No meio de todo aquele amor, a besta também quer ferrar o dente na Mary, mas o Rhage não acha muita piada a isso. E quando mais tarde rebenta a franga, parece que é isso mesmo, uma franga. Porque a Mary lida com ele de uma maneira tão carinhosa que o Godzilla vira Bambi. Mas mesmo assim a doença dela não perdoa, e acontece um coisa terrível, que só a Virgem Escrivã poderia resolver...

 

Será que o Rhage fica com a sua fofinha, será que não? Será que a Besta só é dominada uma vez, será que magoa a Mary tal como magoa todos os outros? Será que a Virgem os ajuda ou será que o destino não aceita intermediários de ninguém? Hummm, se eu fosse a vocês ia descobrir ;D