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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Clockwork Princess

 

Autora: Cassandra Clare

Sem Lançamento em Portugal aquando da Revisão

 

Sinopse

Danger and betrayal, secrets and enchantment in the breathtaking conclusion to the Infernal Devices trilogy.
Tessa Gray should be happy - aren't all brides happy?
Yet as she prepares for her wedding, a net of shadows begins to tighten around the Shadowhunters of the London Institute.
A new demon appears, one linked by blood and secrecy to Mortmain, the man who plans to use his army of pitiless automatons, the Infernal Devices, to destroy the Shadowhunters. Mortmain needs only one last item to complete his plan. He needs Tessa. And Jem and Will, the boys who lay equal claim to Tessa's heart, will do anything to save her.

 

Opinião

Estava convencidissima que já havia tradução em Portugal (o título será Princesa Mecânica, quase de ceerteza). Estou estupefacta ao saber que o livro só saiu este ano e eu já o li xD Posso não ter sorte no amor nem ao jogo, mas nos livros tenho com certeza. Tenho também a leve sensação que esta poderá muito bem ser a maior review que alguma vez escrevi neste blog. É que eu tenho muita coisa para dizer, muitos sentimentos para exprimir, mas secalhar poucos caracteres no editor de texto... Vamos ver no que é que isto vai dar. (aproximam-se GRANDES spoilers, por isso se não querem estragar a vossa experiência TID, é melhor não lerem)

 

 

 

Quero já começar por dizer que adorei a acção inicial. O Benedict Lighworm... Oh! Não! Lightwood, ter-se transformado na fase final da doença foi muito interessante de presenciar, bem como todos os cenários que rodaram à volta desse facto: o Gabriel a pedir ajuda, os irmãos Lightwood a lutar contra o pai, a Tatiana a descobrir a bota do marido no meio do jardim... Se a acção do livro fosse só sobre minhocas, tinha adorado na mesma.

 

Do resto da narrativa posso dizer que finalmente descobrimos a história por trás da existência da Tessa! Não estava nada à espera que o Strakweather estivesse envolvido; mesmo assim acabou por tornar-se surpreendentemente e positivamente inesperado. Quanto ao Mortmain? Não podia ter tido um final melhor, um castigo mais apropriado, um desfecho mais regozijante!

 

Acho que agora é o melhor momento para começar a falar em tópicos rápidos, porque senão nunca mais saio daqui. Então vamos lá:

 

- Sempre foi do meu imaginário que o Wayland gostava da Charlotte, mas de um momento para o outro afinal não gosta nada. Tanta coisa com o sobrinho, não sei o que é que ele poderá ter que a fofinha não tem (*uma pilinha de ouro*)

 

- A Jessamine conseguiu derreter-me o coração, mesmo depois de já a ter posto no pote dos mauzões. A vontade que ele tinha em proteger a casinha de bonecas no momento em que estava a ir desta para melhor foi de me deitar ao chão. Mesmo depois de tudo o que ela fez, lá no fundo até faz parte dos meus fofinhos.

 

- A dinâmica entre o Magnus e o Henry foi um tesouro que o Anjo me trouxe. Os dois a trabalhar nas engenhocas que não sei quantos anos mais tarde iam ter tanto protagonismo no TMI, o Henry a corar quando o Magnus disse que ele era um génio... Oh *.* Que amorzinhos estes dois.

 

- Não há-de existir uma única vez que eu não olhe para scones e não me lembre de toda uma vontade que o Gideon tinha de pedir os scones e nãos os comer só para ver a Sophie.

 

- O Woolsey era um grande malandro, Magnus, a dar-te mordidelas de vez em quanto... ^^ Nem quero saber em que circunstâncias é que os dentinhos dele iam parar à tua pele. Mas deixa lá, como eu gosto muito de ti nesta trilogia, apesar de não seres tão cintilante como no TMI, não vou contar anda ao Alec :x (o Magnus mostrou toda uma humanidade e generosidade no TID que só por si já fazia valer a pena ler esta série)

 

- Achei extremamente egoísta da parte do Will não partilhar comigo a sua tatuagem do Dragão do País de Gales. Também queria admirar essa obra de arte escondida numa parte anatómica que não anda á mostra ;)

 

- O Henry não podia ter ficado paraplégico! Como é que ele vai correr atrás dos filhinhos com uma maquineta qualquer que lhes faz cóciguinhas? E pegar na Lottie ao colo? NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO! Estou a brincar, foi importante ele desenvolver lá o modelo de cadeira de rodas e continuar com as suas tolices. Aliás ele esteve ao rubro neste CP, ora vejam:

 

* Henry’s breath hissed out through his teeth. “That ba—bad man,” he finished, with a quick glance at Cecily, who rolled her eyes.

 

 

* “He has become a worm. That is what I am telling you.”

  “I don’t suppose it would be possible,” said Henry into the silence, “to, er, step on him?”

  Gabriel looked at him in disgust. “I searched around the gardens. I found some of the servants. And when I say ‘I found’ some of them, I mean exactly what I say. They had been torn into—into pieces.” He swallowed and looked down at his bloody clothes. “I heard a sound—a high-pitched howling noise. I turned and saw it coming toward me. A great blind worm like a dragon out of a legend. Its mouth was open wide, lined with dagger teeth. I turned and ran for the stables. It slithered after me, but I leaped upon the carriage and drove it out through the gates. The creature—Father—did not follow. I think it fears to be seen by the general populace.”

  “Ah,” said Henry. “Too big to be stepped on, then.”

 

 

* “I will speak out for her case as well,” Gideon said. “After all, I have my father’s place on the Council—his friends will listen to me; they still owe loyalty to our family—and besides, how else can we be married?”

  “What?” said Gabriel with a wild hand gesture that accidentally flipped the nearest plate onto the floor, where it shattered.

  “Married?” said Henry. “You’re marrying your father’s friends on the Council? Which of them?”

 

E agora o mais importante: o Jem e o Will. O Jem foi por quem eu mais chorei, a doença dele, a morte dele (eu sou tão otário que mesmo sabendo o final, acreditei que ele tinha morrido -.-). Penso que a Cassandra escolheu um final que agradou a todas as partes, às meninas Team Will, às Team Jem e àquela como eu que ficaram como a Tessa e não sabiam para que lado se haviam de virar. E não podia ter sido de outra maneira, porque com a doença do Jem eles nunca podiam ter ficado juntos no final do século XIX. Tal como disse a Tessa, ele era um fogo que ia ardento lentamente, dando um brilhozinho adorável e um calorzinho apaziguador, ao passo que o Will era um fogo selvagem, que queimava tudo por onde passava e deitava tudo a baixo. Nunca na vida era possível que os parabatai tivessem invertido papéis, o Will não era capaz de esperar tantos anos pela Tessa sem adoecer de mágoa.

 

Acredito que a Cassandra concretizou o que mais nenhuma autora que conseguiu, que foi criar um triângulo amoroso com 2 personagens masculinos tão diferentes, com personalidades tão distintas e paixões tão maravilhosas (literatura e música) e que conseguissem ambos tomar o meu coração de tal maneira que nem fazendo uma tabela de prós e contras consigo escolher entre os dois. É também de salientar a enorme ligação que estes parabatai têm e que é tão diferente da do Jace e do Alec: no TID quando um não está ao pé do outro, parece que o mundo vai acabar, e estão constantemente preocupados com o bem estar um do outro, ao passo que no TMI não senti uma relação tão forte, o Alec foi de viagem com o Magnus e o Jace estava na boa. É completamente diferente.

 

Sou uma chorona por natureza, e de cada vez que acabo um livro, as lágrimas são inevitáveis, mas nunca tinha chorado tanto num epílogo, é que foi do principio ao fim! Também vos digo, caso assim não fosse, se não tivesse molhado 3 lenços, não tinha esta trilogia na estima que tenho. Havia muito mais para dizer, mas como notaram já escrevi o meu testamento (e ao contrário do que parece, não vos contei nem três quartos do livro), por isso resta-me desejar-vos boas leituras.