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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Príncipe Mecânico (Clockwork Prince)

 

 

Autora: Cassandra Clare

Edição Portuguesa: Planeta Editora

 

Sinopse

No submundo mágico da Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombras. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substituí-la como chefe do Instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua - e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros.
Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombras é pessoal. Ele culpa-os de uma tragédia íntima que lhe destruiu a vida. Para desvendar os segredos do passado, o trio viaja através das névoas do Yorkshire para uma mansão que contém horrores indizíveis, dos bairros-de-lata de Londres para um salão de baile encantado, onde Tessa descobre que a verdade sobre a sua paternidade é mais sinistra do que alguma vez imaginou. Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Magister sabe de todos os seus movimentos… e que um deles os traiu.
Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confi ança. Mas algo está a mudar em Will… a parede que construiu à sua volta desmorona-se. Conseguirá o Magister libertar Will dos seus segredos e dar a Tessa as respostas sobre quem é e para que nasceu? A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro.

 

Opinião

JESUS TAKE THE WHEEL!!! Estou tão done com esta série que nem sei se é melhor parar agora ou continuar a saltitar pela eternidade fora. Devo ter demorado o triplo do tempo a ler o Príncipe Mecânico do que o Anjo Mecânico, porque como os professores universitários primam pela inteligência, decidiram que eu não havia de fazer nada durante um semestre inteiro (literalmente, só fiz duas frequências) e quando se aproximava o final do semestre é que decidiram meter trabalhos e avaliações práticas e apresentações e mais milhentas coisas que me atrapalham a leitura e que fizeram com que lesse às mijinhas (um capitulo aqui, passados três dias mais um...). No entanto, tenho a sensação que (e não estou a dizer que o anterior não o fez) o meu coração derreteu mais desta vez do que no Clockwork Angel.

 

 

 

Para começar logo em grande, o prologo começa logo por mostrar o desespero do Will por estar apaixonado pela Tessa. No inicio fiquei um bocado indignada (ainda que com vontade de o esborrachar num abraço apertado), quer dizer se ele gosta dela porque é que não lhe diz logo em vez de se andar a armar em tolo? Acho que é o que toda a gente começa a pensar. Um dos melhores aspectos deste volume é que explora a vida do Will antes dele se ter juntado ao Instituto de Londres e a razão pela qual ele é assim tão rude.

 

A história central que paira no ar é a continuação da anterior, continuarem à procura do Mortmain e descobrirem os porquê das maquinetas que ele tem e coisas. Mas o que me parece que chama mais a atenção dos leitores é sem dúvida o desenvolvimento da vidas destes personagens. eu sei que já disse isto antes, mas eu adoro o The Infernal Devices; o The Mortal Instruments nem sequer lhe chega a tocar na minha pirâmide de perfeição. Posso dizer-vos que apesar de ter gostado de algumas personagens do TMI (o Alec, o Simon...), as do TID são tão melhores, e todas, mesmo todas, me tocaram de maneira diferente, até mesmo os mauzões (ok nem todos, só o Nate e a Jessie).

 

Desde o primeiro livro que sou fã do Henry e da Charlotte, são um casal muito estranho e quase disfuncional, mas muito amoroso. Identifico-me muitas vezes com o Henry, porque ele é muito cabeça esvoaçante e eu também, e temos os dois tendência a fazer comentários ou desapropriados para a situação ou que não têm nada a ver com o que se está a passar. Fiquei super magoada quando soube do rumor que pensavam que o casamento deles tinha sido arranjado, e por momentos até tive a infeliz sensação de que poderia ser verdade, tal não era a distância intelectual entre eles, mas aquele capítulo onde ambos se apercebem que o outro afinal também o amava foi priceless, deitou-me completamente ao chão com tantos sentimentos juntos. E então quando soube que iam ter um rebento até guinchei de alegria! (e fiz uma dança estranha)

 

E o Gideon Lightwood e a Sophie Collins são os meus novos amorzinhos. Desde o principio que soube o Gideon era o homem certo para mim a Sophie. E quão diferente consegue ele ser do irmão (que reparou logo que o Gideon estava muito interessado na nuca da Sophie) e do pai?? É completamente de extremos. A Sophie merece, depois de tanto pelo que passou, um homem que não tem medo de enfrentar o pai e confrontá-los com os erros que está a cometer (e retirar o anel de família do dedo quando o Benedict o ameaçou!).

 

Mais personagens me surpreenderam ao longo deste enredo: a Camille - que se eu pensava anteriormente que ela até tinha tido uma época em que foi decente, fiquei completamente desenganada -, o Woolsey Scott - que eu acho imensa piada, é tal e qual o Magnus do TMI (sim que o Magnus no TID é muito mais apagadito) -, a Cecily - que surpreendeu tudo e todos no final - e a Jessamine - que foi uma tola do #$%&@£§ ao acreditar no Nate e trair os que se preocupavam com ela por causa do fetiche de casar com um humano e não ter de ser Caçadora nunca mais que nem se apercebeu que ele a estava a usar e que era tudo fachada; confesso que no final tive alguma pena dela quando ela descobriu que até o diamante do anel de noivado era falso, porque afinal aquela arrogância toda não é mais do que uma máscara de ingenuidade e tolice.

 

Apesar de ter sido um livro fantástico, penso que se poderia ter desvendado um bocadinho mais do passado da Tessa, afinal ainda não se sabe o que raio é que ela é, só que o Nate afinal não era irmão dela (shocking! o.o) e que a Jessie disse que a mãe dela era Caçadora. Ainda que não se tenha descoberto onde é que o Mortmain se enfiou, gostei bastante do enredo que a Cassandra escolheu revelar; nunca pensei que o Benedict Lightwood estivesse enfiado no que está, ainda para mais com as taras que tem (E DEPOIS APANHA DEMON POX!).

 

Estou desejosa que este mistério seja desvendado. E de saber o que é que vai passar, se ela sempre casa com o Jem ou se se decide pelos olhinhos azuis e cabelo preto do Will. para acabar, deixo-vos com um fanart dos personagens do The Infernal Devices e desejo-vos boas leituras:

 

(da esquerda para a direita: Gideon, Sophie, Henry, Charlotte, Will, Tessa, Church (yay um gato!) Jem, Gabriel, Cecily, e lá no fundo Magnus e Jessamine.