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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Anjo Mecânico (Clockwork Angel)

  

 

Autora: Cassandra Clare

Edição Portuguesa: Planeta Editora

 

Sinopse

A magia é perigosa, mas o amor é ainda mais perigoso. Quando Tessa Gray, uma rapariga de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizadoras aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais palmilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos. Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa depressa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si. Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que juram encontrar-lhe o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada, e dividida, entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis, cujo humor cáustico e temperamento volúvel mantêm toda a gente da sua vida à distância… ou seja, toda a gente menos Tessa. À medida que a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo… e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.

 

Opinião

Acabei de encontrar o céu. Só pode. Como é que é possível que esta maravilha seja escrita pela mesma autora do The Mortal Instruments? Deve ser com certeza bruxaria. O Magnus deve andar metido nisto (por acaso...).

 




Uau. É só o que me apetece dizer. Estou completamente estupefacta. Já me tinham avisado que o The Infernal Devices era 500x melhor que o The Mortal Instruments, mas eu nunca pensei que fosse assim tão bom. As personagens são muito melhor descritas, muito mais interessantes, com problemas muito mais legítimos... ADOREI ADOREI ADOREI

 

Tenho de confessar que o meu intuito desde que comecei a ler os livros da Cassandra foi de facto ler As Origens, porque a época victoriana dá sempre um outro glamour às histórias, tudo é muito mais bonito com vestidos grandes e cavalheiros e carruagens. Como já referi, achei que os personagens estava muito melhor construídos. Por exemplo o Will; é claro que não pude deixar de compará-lo ao Jace, mas achei que o primeiro tinha aquela rebeldia que os faz tão magnificos muito mais acentuada, tinha saídas muito mais provocatórias e atitudes muito mais revoltantes. Só para terem assim uma ideia, ele odeia, MAS ODEIA DE ÓDIO, um rapazito chamado Gabriel Lightwood (sim o mesmo Lightwood do Alec) e pelos visto 'comeu-lhe a irmã'. E então passou-se assim o seguinte diálogo/discussão entre eles dois:

 

“I just wondered,” Gabriel said, in a more subdued voice, “if perhaps you have ever had enough.”
“Enough of what?”
“Enough of behaving as you do.”
Will crossed his arms over his chest. His eyes glinted dangerously. “Oh, I can never get enough,” he said. “Which, incidentally, is what your sister said to me when—”

 

(É, o meu Will é um touro xD )
Ao principio achei que o livro ia ser todo contado do ponto de vista da Tessa, e até estava a gostar da mudança de vários pontos de vista a narrar, mas depois quando começou o Will percebi que afinal ia ser igual. xD Uma coisa completamente surpreendente é que até a acção eu li toda sem passar à frente nenhuma página (que era uma coisa que acontecia muito no TMI, porque me fartava rapidamente do que estava a acontecer)!

Falando das personagens. O Magnus e a Camille aparecem aqui e ali, mas esses também já os conhecemos. Ainda assim, acho que se dá a conhecer uma Camille muito diferente da do TMI. Aparentemente aqui ela é boazinha (aparentemente, depois vemos que ela continua uma pêga egoísta) e ajuda os Shadowhunters e cenas. O Magnus (para minha miséria) só aparece num capitulo. Espero bem que nos próximos livros se lhe dê mais destaque. Passando agora às personagens novas: AMO AMO AMO O HENRY, aquele homem é a comédia total, faz todo o estilo de inventor maluco. Ele não é maluco, é só um bocado tonto. Ri-me imenso com ele e tive imensa pena de o destratarem porque ele é meio cabeça no ar. A fofinha dele, a Charlotte, também é uma querida. A rapariga é uma miniatura, mas mostra que as pequeninas também sabem mandar, e bem! (MOSTRA-LHES A NOSSA RAÇA, MULHER!) É a mãe de todos e a 'chefe' do Instituto' e é quem veste as calças na relação (porque o Henry é um meio doidivanas). Mas depois quando se descobre que ela é pouco mais velha que o Will e o Jem até fiquei tola. Já falei do Will, vou agora falar do Jem. O Jem é a coisa mais fofa, mais querida, mais cutchie-cutchie. É um senhor às direitas. De todos os habitantes do Instituto, a Jessie é a que eu gostei menos. Porquê? Porque não há nada para gostar nela... Se quer tanto não ser uma Caçadora, não sei porque é que ainda vive no Instituto; que pegue nas perninhas e dê o baza dali.

Se lerem a sinopse de cima, a primeira metade do livro já vos está explicado. A segunda é quando se descobre que andam a fazer um exercito de máquinas (não humanas), mas que parecem humanas. E agora vocês perguntam porquê? Porque alguém tem a mania que viu o Saw mais cedo. A história do inimigo está muitíssimo bem pensada. Acho que foi a primeira vez que não desconfiei de nadinha do que se andava a passar ou de quem é que andava a fazer o quê. Também ajudou o facto de eu não me ter spoilado propositadamente, desta vez aguentei a curiosidade. Quanto à cena das máquinas, eu sei que parece nhanhoso, mas é muito giro. Acreditem, eu não dizia isto se não fosse verdade.

 

Mas o livro não é só disto, também há um romancezinho e tal... Convenhamos, já sabemos que no final vai haver 'guerra' entre o Jem e o Will. Digo-vos já que se tivesse de decidir depois de ter acabado este livro, escolhia o Jem. No inicio, o Will manda umas piadas e é um bocado rude, mas dá vontade só de lhe dar uns abanões e depois o abraçar, porque é aquele teasing que mete piada. Nos últimos capítulos, SÓ DÁ VONTADE DE LHE MANDAR COM A CABEÇA NA PAREDE E SÓ PARAR QUANDO VIR SANGUE!! O Jem, ainda doente (e que história a da doença dele!), é sempre um fofinho, sempre com as palavras certas, com o cavalheirismo correcto. Muito mémé, o meu bebé,
Apesar de todos os mistérios sobre a vida dos dois, a Cassandra fez bem em não desvendar tudo logo no primeiro livro (eu quero saber porque raio é que o Will é assim, pá!), assim como o porquê do Magister querer dominar londres com os seus robots, faz com que a pica não se perca e queiramos ler o resto.

E pronto, vou-me calar senão fico aqui a tarde toda. Divirtam-se tanto como eu e boas leituras!