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feel the pages

uma fangirl obsessiva compulsiva opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção

sobre o blog

uma fangirl obsessiva compulsiva decidiu fazer um blog onde opina e partilha a sua experiência sobre livros de ficção, alguns já existentes em portugal, alguns ainda em tradução e outros sem lançamento previsto nesta miniatura de país.

remember. (QUASE) TODAS AS REVISÕES TÊM SPOILERS, POR ISSO BE AWARE!

Na Sombra da Vingança (Lover Avenged)

  

 

Autora: J. R. Ward

Edição Portuguesa: Casa das Letras

 

Sinopse

Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Agora, enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova - e o seu perigoso sangue impuro será revelado. Caldwell, Nova Iorque, é, desde há muito, campo de batalha para vampiros e seus inimigos, a Sociedade dos Minguantes. É também o lugar onde Rehvenge demarcou o seu território como um barão da droga e proprietário de um infame clube noturno que fornece os ricos e bem armados. E é exatamente pela sua reputação sombria que ele é abordado para matar Wrath, o Rei Cego e líder da Irmandade. Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, apesar de a sua irmã ser casada com um dos membros. Por ele ser um symphath, a sua identidade representa um segredo mortal, cuja revelação pode levá-lo a ser banido para uma colónia de sociopatas. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre Rehvenge, ele volta-se para a única luz que ilumina o seu mundo de escuridão cada vez mais profunda - Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção que o controla - a única coisa que existe entre ele e a destruição eterna.

 

Opinião

Hey, hey, hey! Já não tenho bem a certeza, mas creio que este é o 7º livro da Irmandade e marca a inovação das capas de série! As outras também eram muito lindinhas, mas confesso que gosto mais destas. É claro que estou a falar das capas americanas, porque as portuguesas metem medo ao susto.

 




Desta vez surpreendi-me imenso por dar 5 estrelas a este livro no Goodreads. Não estava mesmo nada à espera, até porque o Rehvenge não era um personagem que eu gostasse particularmente. Aliás, eu não gostava nada dele, em parte porque ele fornecia os cigarros vermelhos ao Phury e foi isso que o deixou viciado e coise. É realmente estranho como me fui afeiçoando gradualmente ao rapaz. Acho que o facto de ele amar incondicionalmente a mãe e a irmã fez-me mudar muito a opinião que tinha dele, que era basicamente a de que ele era um traficante qualquer que tinha um problema na cabeça porque 'se alimentava' do medo dos outros e que precisava de injectar dopamina como se não houvesse amanhã.

Este é mais um livro singular, como eu lhe chamo, porque roda essencialmente em torno do casal. Não me levem a mal, eu gosto muito da Irmandade, da interacção dos Irmãos e tal, mas o que eu gosto mesmo é do romance lamechas. Apaixonei-me pela Ehlena logo de inicio, pelo passado triste que ela tem e pelo que ele sacrifica em prol do bem estar do pai e da estabilização da sua doença. Ela é tudo aquilo que eu nunca imaginei que o Rehvenge gostaria: é carinhosa, educada, afável... Muito queridinha. E na minha cabeça o Rehvenge ficava com alguém do género da Xhex. Mas acabou por gerar uma história melosa que me derreteu o coração.

O ponto essencial de inicio dos momentos fofos entre os dois é quando o Rehvenge decide ir à clínica (a Ehlena é enfermeira) porque já tem uma infecção na veia daqui à lua e é preciso tratar a cena. Mas como o Havers (que é o único que sabe que ele é um sympath) está ocupado a coçar na pombinha, manda a Ehlena ir ver o que se passa. É claro que o Rehvenge já a tinha visto e gostado dela e ela é linda e ele é todo charmoso e veste-se super bem e todos os clichés que vocês possam imaginar, mas apesar disso a Ehlena quer é ficar na vidinha dela, sem confusões que lhe estraguem a pouca estabilidade que ela já tem. E NÃO ACEITA O CARTÃO COM O NÚMERO DELE!!! (mas quando ele o manda para o lixo, ela depois vai lá buscar ^^)

 

Acho de todos os livros, este é dos poucos 'amores impossíveis' com mais credibilidade que a Jessica escreveu. O facto do Rehvenge ser meio sympath complicada muito as coisas, a Ehlena é aquela mártir que quer é estar em paz e sossego. Foi também uma excelente oportunidade para finalmente perceber o que raio eram os sympaths, porque até á data não fazia a mínima ideia do que é que para ali ia. A história com a princesa continua, mas agora aquilo é (ainda) mais agressivo, porque o Rehvenge está a... coisar com ela e a não pensar na Ehlena, porque senão a outra maluca é bem capaz de lhe por um fim. Mas depois a princesa maluca descobre e a Ehlena descobre que o Rehvenge é sympath e eles acabam aquilo que ainda mal tinham começado e chateiam-se E ELA APARECE NO ZERO SUM E HÁ UMA GRANDE DISCUSSÃO E O MEU BEBÉ FICA TRISTE.

No meio disto, o Rehvenge volta à colónia dos sympaths, e OMG o que eu descobri lá... Aquela gente acredita fiamente no incesto, nunca ia imaginar que ela fosse relacionada (ahah não vou dizer o grau, têm de ler) com o Rehv e tivesse aquela obsessão por ele... Os sympaths estão muito bem descritos neste livro, é sem dúvida onde se percebe o quão retorcidos são. A cena em que o Rehvenge está coberto de bichos quando o encontram no resgate (sim, porque a Ehlena pode fingir, mas não pode fugir do amor!) é digna de um filme de terror. E sendo eu aracnofobica e uma medricas, foi-me extremamente difícil tirar aquela imagem da minha cabeça.

Eu sei que já escrevi imenso, mas ainda falta dizer tanto, existem momentos tão tristes, ambos na vida da Ehlena e do Revenge que os tornam tão feitos um para o outro. É mesmo o estilo de 'angst' que eu gosto de ler, porque acaba com um final feliz : ) mas também há momentos de comédia, como por exemplo quando a Ehlena em vez de ir parar ao apartamento do Rehv vai ter ao do Vishous e como nos apartamentos de luxo as paredes são em vidro, ela vê todo o arsenal de BDSM e só mais tarde é que percebe que não é do Revh. Claramente esta cena é super legitima, porque não existia mais nenhum outro edifício no meio de Nova Iorque onde se poderia viver.

Espero que leiam este livro e que gostem tanto dele como eu. Teve romance, teve aventura, teve lágrimas... 20 ESTRELAS!! Para finalizar deixo-vos com uma das minhas partes favoritas do livro:

Rehv shut the door behind them, balanced his cane on the wall, and removed his sable coat. The suit underneath the duster was yet another exquisitely cut double-breasted masterpiece, this time a dove gray with black pinstripes. The shirt underneath was black with the top two buttons undone.

Silk, she thought. That shirt had to be made of silk. No other fabric gave off that luminescent glow.

“You are so beautiful,” he said as he stared at her, “standing there in the light like that.”She glanced at her Gap black pants and her two-year-old knit turtleneck. “You must be blind.”

“Why?” he asked, coming over to her.

“Well, I feel like such an ass for saying this.” She smoothed the front of her off-the-rack-and-then-some slacks. “But I wish I had better clothes. Then I’d be beautiful.”

Rehvenge paused.

And then shocked the crap out of her by kneeling before her.

As he looked up, he had a slight smile on his lips.

“Don’t you get it, Ehlena.” With gentle hands, he stroked down her calf and brought her foot forward, balancing it on his thigh. As he undid the laces on her cheapo Keds sneaker, he whispered, “No matter what you wear…to me, you will always have diamonds on the soles of your shoes.”